A Região do Cerrado Mineiro concluiu a safra de café 2025/26 com 419,9 mil sacas certificadas pela Denominação de Origem (DO), conforme informações da Federação dos Cafeicultores do Cerrado. Este resultado representa uma estabilidade em relação à safra anterior, 2024/25, que também registrou aproximadamente 420 mil sacas, após um período em que a certificação girava em torno de 150 mil sacas até a safra 2022/23.

Importância da certificação para o mercado

De acordo com a federação, esse desempenho indica uma nova fase para a certificação de origem na região. O diretor executivo da entidade, Juliano Tarabal, ressaltou que esse avanço é um sinal do amadurecimento do sistema, evidenciando a Denominação de Origem como um diferencial competitivo, além de reforçar a confiança entre produtores, cooperativas e compradores.

Distribuição do café no mercado internacional

No cenário internacional, a Europa se destacou como o principal destino, recebendo 132,2 mil sacas, o que corresponde a 68,5% do total exportado. A América do Norte ficou com 22% do volume, seguida pela Ásia (3,8%), Oriente Médio (3,3%) e Oceania (2,4%). Os países que mais importaram os cafés certificados foram Itália, Estados Unidos, Polônia, Reino Unido e Espanha, que juntos concentraram 61,3% das exportações.

A base de rastreabilidade do café contabilizou 279 compradores ao longo da safra, com o maior deles responsável por 7,7% do volume total. Os 20 principais compradores, por sua vez, concentraram 68,5% do total. A federação enfatiza que esse acompanhamento é essencial para monitorar o percurso do café certificado na cadeia produtiva.

Cooperativas e conexão com consumidores

As cooperativas filiadas à Federação dos Cafeicultores do Cerrado foram responsáveis pela maior parte das certificações, incluindo Expocacer, Carpec, monteCCer, Coopadap, Carmocer e Coocacer Araguari. O sistema também conta com a participação de exportadores credenciados, como Cafebras, NKG Stockler, Sucafina, Volcafe, Nucoffee, Dreyfus e Veloso Green Coffee.

A conexão com o consumidor final avançou significativamente, com aproximadamente 10 milhões de selos da Denominação de Origem aplicados em embalagens de café comercializadas tanto no Brasil quanto no exterior, atingindo consumidores em mais de 50 países. A federação atribui esse resultado à parceria com a illycaffè.

Para a próxima safra, 2026/27, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, junto às cooperativas, estabeleceu a meta de certificar pelo menos 600 mil sacas, um aumento de 42,9% em relação ao ciclo que se encerrou em junho. A região do Cerrado Mineiro, primeira do Brasil a obter a Denominação de Origem para cafés, conta com cerca de 4.500 produtores distribuídos em 55 municípios.