A China terá um papel crucial na decisão de se os preços do petróleo sustentarem a recente alta e possam testar máximos de guerra.

Escassez de refinaria e alta demanda

O preço do petróleo bruto nos Estados Unidos atingiu na quinta-feira $102 por barril, seu maior fechamento desde maio. A alta de cerca de 50% desde o ponto mais baixo de $68,55, alcançado há três semanas após Washington e Teerã assinarem um memorando de entendimento falho em 17 de junho.

A escalada das hostilidades no Oriente Médio, incluindo o corte do principal pipeline de petróleo da Arábia Saudita, contribuiu para a alta dos preços. No entanto, a China está reduzindo sua dependência de importações de petróleo, o que pode apertar ainda mais o mercado.

Refluxo econômico chinês

De acordo com especialistas, a China está voltando a comprar petróleo, após um período de restrição drástica. Seus volumes de importação caíram para cerca de 6 milhões de barris por dia em junho, um declínio de quase 50% em comparação com 11,5 milhões de barris por dia em fevereiro.

Com a margem de lucro para produção de diesel em níveis extremos, as refinarias chinesas têm incentivo para reentrar no mercado, o que pode elevar os preços.