Múltiplas secas severas ao longo dos últimos anos estão forçando pessoas a deixarem suas casas em Angola em busca de água e alimentos em Namíbia.

Nghikembua, um habitante de Cunene, província sul de Angola, relatou à Amnesty International em 2021 que a fome e a sede são as principais razões pelas quais o vilarejo se tornou desabitado. Ele disse que quase todos os adultos saíram, deixando apenas idosos como ele.

Impacto da estiagem

Segundo a Amnesty International, cerca de 1,8 milhão de pessoas vivem em Cunene, com 75% da população rural dependendo de pastoreio e agricultura de subsistência. A região tem experimentado repetidas secas severas, calor extremo e degradação ambiental há vários anos, levando famílias a perderem suas fontes de água, culturas e rebanhos.

Ao menos 30% da área foi degradada pela desertificação, conforme relatório da Amnesty International, colocando muitas comunidades de subsistência em risco.

Comparação com Namíbia

Embora Namíbia também tenha sofrido de secas, o governo local implementou soluções para evitar a insegurança alimentar e garantir o acesso à água.