O Congresso dos Estados Unidos decidiu punir Leon Black, um bilionário associado de Jeffrey Epstein, por desobedecer a um mandato judicial. Black, que teve ligações comerciais com Epstein, não compareceu a uma audiência da Comissão de Supervisão do Congresso em junho, conforme determinado por um mandado.

Advogados de Black, que já entrou com uma ação judicial contra o mandato, chamaram a decisão de 'outrageosa'. A medida, aprovada por consenso, será encaminhada ao Departamento de Justiça dos EUA, que decidirá se haverá uma investigação criminal contra Black.

A Comissão de Supervisão anunciou que o caso será referendado ao Departamento de Justiça, que decidirá se haverá uma investigação criminal contra Black.

Contextualização

Em junho, Black deixou uma reunião voluntária perante a Comissão de Supervisão após ser questionado sobre acordos de confidencialidade (NDAs) que pode ter assinado com Epstein. Black, que fundou a Apollo Global Management, afirmou que pagou Epstein US$ 158 milhões por razões legítimas e negou qualquer envolvimento ilegal.

Reações

Advogados de Black argumentaram que a ação do Congresso ignora a ação judicial em andamento e a queixa ética contra o presidente da Comissão de Supervisão, James Comer.

Comer, por sua vez, declarou que 'nenhum cidadão está acima da lei' e que a transparência e justiça serão buscadas.