Douglas Amorim, de 29 anos, cresceu na Cidade Tiradentes, periferia do extremo leste de São Paulo, e estudou a vida toda em escola pública. Filho de um mecânico de caminhões e de uma ex-costureira, hoje dona de casa, ele foi o primeiro da família a cogitar entrar na universidade.

No segundo ano do ensino médio, quando comentei com meu pai que queria prestar vestibular para a USP, ele me perguntou quanto custava. Ele sempre morou em São Paulo, mas sequer sabia que existia uma universidade pública e gratuita, diz Douglas.

Efeito multiplicador

Ao ver a dedicação do filho aos estudos, a mãe de Douglas, que havia cursado apenas até a 4ª série do ensino fundamental, tomou coragem para voltar às salas de aula. Primeiro, terminou o ensino fundamental e o médio pelo Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Anos mais tarde, durante a pandemia, concretizou um sonho antigo: fez o vestibulinho da ETEC e concluiu um curso técnico em administração.