Nesta quarta-feira (28), a defesa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer preliminar que questiona a integridade das provas utilizadas na investigação contra o banqueiro.
Alterações no celular
A defesa afirma que o celular de Vorcaro registrou atividade durante a madrugada, enquanto estava nas mãos do Estado, e que não há registro de quem o manuseou, por que e com que resultado.
Segundo a defesa, 657 arquivos foram modificados no aparelho, incluindo 59 bancos de dados, e 436 arquivos foram criados, entre eles 94 imagens e 5 bancos de dados, entre 23h22 de 17 de novembro e 2h25 de 18 de novembro de 2025, com o aparelho sob custódia policial e em modo avião.
A defesa pede que os dados brutos originais da extração sejam imediatamente preservados, sob custódia verificável, com os registros técnicos da coleta, os valores de hash e a documentação completa da cadeia de custódia.
Policiais federais indiciam Vorcaro
No mesmo dia, a Polícia Federal indiciou Vorcaro por suspeitas de participação em condutas ilegais nos esquemas relacionados ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB).
O relatório parcial do inquérito, com mais de 700 páginas, indica 15 suspeitos, incluindo Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. A PF pede prazo adicional de 60 dias para concluir as investigações.
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