Descobertas recentes em dentes pré-históricos em Sulawesi, na Indonésia, indicam que o uso de betel como substância psicoativa remonta a pelo menos 25.000 anos. Essa é a mais antiga evidência arqueológica de uso habitual de substâncias psicoativas por humanos.

Em 2010, Adam Brumm e sua equipe encontraram fragmentos de um maxilar com três dentes em uma caverna em Maros-Pangkep, datando de 16.000 a 25.000 anos. Os dentes apresentavam estranhos sulcos circulares que sugeriam o uso repetitivo de um objeto rígido e esférico.

Brumm teve a ideia de que esses sulcos poderiam estar relacionados ao uso de betel, uma prática popular na Ásia. Ao experimentar o uso de betel integral, ele confirmou que a substância causava um sabor amargo e numidez na boca, liberando substâncias que afetam o cérebro.

A pesquisa também detectou vestígios de arecolina, substância presente no betel, nos dentes antigos, corroborando a teoria de que o uso era intencional e regular.