Medicamentos que aumentam a massa muscular estão sendo avaliados em ensaios clínicos no Brasil e no exterior, com o objetivo de ajudar pessoas a manterem força e mobilidade com o envelhecimento.
O surgimento das terapias
O conceito de inibir o fator myostatin, responsável por reduzir o crescimento muscular, remonta aos anos 1990, quando pesquisadores norte-americanos descobriram que mutações nesse gene geravam músculos duas a três vezes maiores em camundongos.
O fenômeno foi observado em raças animais como boi belgiano e cães bully whippet, além de um menino de quatro anos com músculos hipertrofiados que apresentava mutações no gene myostatin. Isso levou à hipótese de que bloquear o fator em humanos poderia aumentar significativamente a massa muscular.
Limitações e desafios na aplicação humana
Em pessoas, o efeito é menos expressivo do que em animais: o aumento máximo de massa muscular é estimado em 10%, contra 50% em camundongos. A diferença está ligada à presença de outro fator, chamado activin A, que atua sobre os mesmos receptores e reduz a resposta muscular.
Além disso, os medicamentos podem afetar outros fatores de crescimento, como o coagulação sanguínea, gerando efeitos colaterais. Pesquisadores afirmam que a via fisiológica é menos potente em humanos, e não há explicação clara para essa diferença.
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