Elena Landau, ex-diretora de Desestatização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), criticou nesta quinta-feira (10) a transição energética no Brasil, afirmando que o modelo atual é caro e socialmente injusto. A declaração foi feita em São Paulo, durante o painel 'Por que energia, minerais e alimentos são uma agenda nacional estratégica', organizado pela Meridiana.
Governança e transparência
Landau afirmou que o problema é estrutural e envolve falta de controle, transparência e alocação de recursos capturada por interesses concentrados, com custos repassados ao consumidor. Ela defendeu a necessidade de governança clara e verificável, iniciando pelo debate sobre o setor elétrico.
A economista associou a agenda energética ao estrangulamento fiscal, afirmando que o avanço das despesas obrigatórias reduz o espaço para planejamento e priorização. Landau também criticou a forma como a transição energética tem sido conduzida no País, alegando que a política foi desenhada para remunerar agentes e acomodar subsídios, em vez de atender o usuário do sistema.
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