Em hipótese alguma, um empate fora de casa contra o Estudiantes em uma semifinal de Libertadores pode ser considerado um mau resultado. E essa é a sentença que precisa guiar os humores rubro-negros até o jogo de volta, no Maracanã, na semana que vem.

É claro que não se pode esconder o desempenho quase nulo da equipe, especialmente em termos ofensivos. Por exemplo, Lucas Paquetá, Samuel Lino e Bruno Henrique estiveram irreconhecíveis, e o Flamengo não chutou uma mísera bola na direção do gol, mesmo que lá estivesse o sempre instável Fernando Muslera. A presença de Saúl no lugar de Jorginho no meio-campo não funcionou.

O Estudiantes de La Plata é muito mais do que um time previsível. Na verdade, representa uma escola de jogo instituída desde muito antes de Cacique Medina. Uma zaga sólida e um time que trabalha, às vezes de forma não muito elaborada, para servir um centroavante cuja única missão na vida é dar um jeito de empurrar a bola para as redes -- no momento, Guido Carrillo, um camisa 9 absolutamente primordial.

Nesta altura do campeonato, com apenas dois jogos no caminho do pentacampeonato continental, é necessário separar a expectativa pelo desempenho do valor do resultado que se oferece (e muitas vezes cai no colo). Se a atuação certamente precisa ficar no passado, o empate trazido de La Plata vale ouro -- e não de qualquer quilate.