As empresas brasileiras estão cada vez mais engajadas na adoção de tecnologias de inteligência artificial (IA), com previsão de gastos de R$ 4,25 trilhões em tecnologia em 2026, conforme estimativa da IDC. No entanto, a pesquisa de uma firma de capital de risco revela que apenas metade dos projetos piloto de IA chega ao estágio de produção.

Segundo a pesquisa da Madrona, 74% dos profissionais de TI planejam aumentar seus investimentos em IA nos próximos 12 meses, enquanto o restante manterá os gastos estáveis. Entretanto, menos de metade desses projetos piloto se tornam realidade.

Outro achado relevante da pesquisa é que as empresas revisalam seus fornecedores de IA a cada seis meses ou mesmo de forma contínua. Isso contrasta com a prática tradicional de contratos a longo prazo em serviços de software como serviço (SaaS).

Essa dinâmica cria um cenário onde os lucros recorrentes (ARR) das startups de IA podem ser instáveis, mesmo após a fase piloto. A pesquisa sugere que o modelo de cobrança baseado no trabalho realizado ou em outros resultados pode ser mais eficaz para as startups de IA.