Um estudo recente do Weizmann Institute of Science demonstra que crianças do segundo ano de escola podem fornecer explicações científicas surpreendentemente sofisticadas sobre fenômenos biológicos, desde que as perguntas sejam formuladas de maneira adequada.
O estudo liderado por Michal Haskel-Ittah, do Departamento de Ensino de Ciências, mostrou que mais de 68% das crianças entrevistadas, entre os níveis de segundo e sexto ano, deram explicações mecanísticas, ou seja, focaram nos mecanismos subjacentes que explicam como algo ocorre.
Em contraste, outras crianças forneceram explicações cíclicas ou teleológicas. Por exemplo, uma criança poderia dizer que 'o peixe-blowfish fica grande porque ele está com medo de um predador', em vez de explicar o processo interno que faz o peixe inflar.
A pesquisa também revelou que as crianças têm capacidade para raciocinar de forma científica, mas isso depende da forma como são questionadas. O estudo oferece novas perspectivas sobre como as crianças compreendem evidências biológicas e ajuda a resolver inconsistências anteriores na pesquisa.
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