Oura, fabricante de anéis inteligentes, anunciou intenção de se tornar uma empresa pública, com a apresentação de sua intenção ao Comissariado de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) nesta quinta-feira.

A companhia registrou um aumento significativo nas receitas nos últimos 12 meses, passando de US$ 697 milhões no período que terminou em junho de 2024 para US$ 1,2 bilhão no mesmo período deste ano. A empresa prevê gerar cerca de US$ 2 bilhões em receita este ano.

Expansão de serviços e base de usuários

No último ano, a empresa vendeu mais de 3,6 milhões de anéis e possui atualmente cerca de 5 milhões de membros pagos, ou seja, usuários que se inscreveram para obter dados mais abrangentes sobre sua saúde. A taxa de retenção média anual dos membros é de 85%, indicando alta satisfação entre os usuários.

Cada anel custa entre US$ 350 e US$ 400 e serve como um rastreador de fitness que mede biométricas como metabolismo, ritmo cardíaco, níveis de estresse e padrões de sono. Associado a um aplicativo, o dispositivo e a plataforma de software são comercializados como uma 'inteligência de saúde sempre ligada'.

Objetivos futuros e desafios

Oura afirma que seu público-alvo pode se expandir além das tradicionais aplicações de rastreamento de atividades e fitness. A empresa espera ampliar o acesso, construir evidências clínicas e intensificar integrações com planos de saúde, empregadores e provedores de cuidados.

A companhia também destaca o uso de seus dados para alimentar novas integrações de inteligência artificial, afirmando possuir um dos maiores e mais qualificados conjuntos de dados biométricos em saúde consumidora, coletando mais de 50 métricas de saúde e bem-estar e representando quase 42 bilhões de horas de dados fisiológicos.