Um novo estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences descobriu aspectos antigos sobre a história das melancias. Baseado em análises de DNA antigo de sementes encontradas em um local arqueológico da dinastia Song na China (cerca de 960-1279), os cientistas da Universidade Washington em St. Louis determinaram que as melancias antigas na Ásia Oriental provavelmente vieram da Índia, e não de plantas selvagens chinesas.
A bióloga Susanne Renner, co-autora do estudo, estudou melancias há mais de 25 anos. Ela argumenta que, embora o gênero Cucumis tenha muitas espécies selvagens africanas, as melancias provavelmente originaram-se na Ásia, não na África. A pesquisa indica que a domesticação ocorreu independentemente uma vez no norte da África e duas vezes na Índia, mas evidências arqueobotânicas apontam para uma possível domesticação adicional na China oriental.
O porto de Gugang, localizado atualmente em Wenzhou, ajudou a conectar a Ásia continental com o mundo do Pacífico e do Oceano Índico durante a dinastia Song. Uma escavação arqueológica deste porto em 2024 revelou navios naufragados com grande quantidade de porcelana e frutas importadas, incluindo melancias.
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