O crescimento de algas marinhas tem sido visto como uma possibilidade para frear o aquecimento global, mas um novo estudo argumenta que essa abordagem está errada. De acordo com a pesquisa, as perdas de algas marinhas emitem mais carbono do que o que é absorvido por tentativas de cultivá-las.
Algas marinhas e seu papel no ciclo do carbono
As algas marinhas absorvem cerca de 3,7 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) através da fotossíntese a cada ano, tirando-o dos oceanos e então do ar acima. Elas geralmente crescem próximas à costa, onde são eventualmente digeridas ou decompostas, liberando carbono. No entanto, fragmentos de frondes, bem como açúcares e carboidratos dissolvidos nas águas marinhas, podem afundar no fundo do mar, sequestrando uma pequena fração do CO2 como 'carbono azul' durante milhares de anos.
Embora cientistas e startups tenham sugerido que o crescimento de algas, especialmente do kelp, possa ser expandido para absorver mais CO2, há preocupações de que a cultivação em grande escala possa diminuir a crescida de fitoplâncton, outro importante sink de carbono. Além disso, os atuais kelp forests, que cobrem cerca de 640.000 km² – uma área ligeiramente maior que a França – estão morrendo devido a temperaturas oceanográficas que atingem picos históricos.
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