EUA enfrenta desafio maior em expansão de exportação de gás liquefeito. A década passada viu o país transformar-se de importador em exportador de gás liquefeito de petróleo (LNG) líder mundial, mas agora o cenário mudou.

No início dos anos 2010, era esperado que a produção doméstica de gás natural não conseguisse acompanhar a demanda, levando o país a depender cada vez mais de importações de LNG. No entanto, a exploração de jazidas de gás de xisto e a adaptação de infraestrutura para exportação resultaram em um crescimento surpreendente.

Ao longo desses anos, a indústria passou de uma preocupação sobre a construção de infraestrutura para uma sobre a demanda global. Em 2016, a primeira carga de LNG foi exportada do Porto de Sabine Pass, e em 2025, os EUA se tornaram o maior exportador mundial de LNG. A expectativa é que a média de exportação alcance 17,4 bilhões de metros cúbicos por dia em 2026 e 18,6 bilhões em 2027, conforme prevê o Departamento de Energia dos EUA.

A expansão representa uma reviravolta no mercado energético moderno, mas também traz novos riscos. Com a crescente capacidade de exportação, a questão agora é se a demanda global será suficiente para manter os terminais bem utilizados e economicamente viáveis.