O volume de carne e subprodutos do abate de bovinos, incluindo a proteína industrializada, apresentou queda de 25,56% nas exportações em agosto deste ano ante o mesmo mês de 2025, atingindo 267,34 mil toneladas. Já a receita com os embarques teve redução de 16,11% no período, totalizando US$ 1,399 bilhão, conforme informações compiladas pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), baseadas em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A China se manteve como principal compradora externa da carne bovina brasileira nos primeiros oito meses do ano. No total, o país asiático foi responsável por aquisições de US$ 5,438 bilhões, com um aumento de 9,43%. Em volume, as vendas para a China apresentaram queda de 7,9%, para 873 mil toneladas.
Principais compradores da carne brasileira
Considerando apenas o mês de agosto, as vendas de carne bovina in natura para o mercado chinês recuaram 89,62% em receitas, para US$ 92 milhões, e 89,82% em volume, para 16 mil toneladas, frente a agosto de 2025. Com o esgotamento da cota de exportações do Brasil para o gigante asiático, a expectativa é de que as vendas para lá sejam retomadas a partir de novembro, para contabilização na cota de 2027.
Os Estados Unidos, que se consolidaram como o segundo maior importador da carne bovina brasileira, ganham impulso extra com a nova cota, de até 300 mil toneladas, livre do imposto alfandegário de 26,4%, destinada a outros países (que não dispõem de parcela específica no mercado norte-americano). A medida tem validade a partir deste mês de setembro e será subdividida em cotas mensais de até 100 mil toneladas, com validade até novembro de 2026. A Abrafrigo acredita que o Brasil deve ser o maior beneficiário dessa concessão tarifária dos Estados Unidos, o que contribuirá para atenuar os efeitos do esgotamento da cota de exportações para a China nos meses de setembro a novembro de 2026.
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