As taxas dos juros futuros encerraram a quinta-feira (17) em baixa em todos os vértices, após inverterem o movimento de alta observado no início do pregão. O mercado reagiu a um ambiente externo mais favorável, com recuo do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries, enquanto a pressão provocada pelo leilão robusto de títulos prefixados do Tesouro Nacional perdeu força ao longo da tarde.
Impacto do leilão de títulos do Tesouro Nacional
No leilão realizado pela manhã, o Tesouro Nacional ofertou 15 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e 9 milhões de Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F). Agentes relataram que parte do mercado ampliou posições tomadas em juros antes do leilão, em busca de prêmio mais elevado. Com a dissipação desse movimento ao longo da tarde, a curva passou a aliviar.
O gestor de portfólio da Heritage Capital, Eduardo Cohn, afirmou que participantes costumam tomar DI como proteção em dias de leilão e, depois da absorção da oferta, parte dessas posições é desfeita, o que favorece a queda das taxas. Para o gestor de portfólio da Ujay Capital, Otávio Aidar, o alívio também encontrou suporte em agentes interessados em aplicar nas taxas mais elevadas observadas no início do dia.
Contexto externo
No exterior, os rendimentos dos Treasuries recuaram mesmo após a alta de 0,25 ponto porcentual promovida pelo Federal Reserve (Fed). Às 18h04, o juro da T-Note de 10 anos caía a 4,932%, ante 5,015% no dia anterior. O petróleo também cedeu: o Brent para novembro fechou a US$ 104,82 por barril, com perda de 0,95%.
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