A França registrou seu verão mais quente desde 1900, conforme relatado pela ministra do Meio Ambiente, Monique Barbut, em apresentação do relatório climático de verão.

O país enfrentou múltiplas ondas severas de calor este ano, incluindo uma em junho que estabeleceu um novo recorde de intensidade. Durante esse período, foram registradas 2.025 mortes a mais, especialmente entre pessoas acima de 45 anos, conforme informou a ministra da Saúde, Stephanie Rist.

Outra onda de calor durou de julho a agosto, igualando o recorde de 23 dias estabelecido em 1983. Nesse intervalo, a França enfrentou vários incêndios florestais, mesmo em áreas tradicionalmente mais úmidas.

A agência meteorológica Meteo France indicou que o verão foi marcado por baixa precipitação, com um déficit de quase 40% em comparação com o normal, tornando-o o segundo mais seco desde registros começaram.

O verão de 2026 teve uma temperatura média de 24 graus Celsius (75 graus Fahrenheit), 3,6 graus acima da média normal.

Barbut afirmou que o verão de 2026 será lembrado na história e que a pergunta agora é se será recordado como o primeiro de uma série de verões que quebram recordes ou como um momento de adaptação e mitigação das mudanças climáticas.