Um estudo recente, publicado nesta semana (8 de setembro) na revista Plant and Soil, indica que variações genéticas no cacau podem auxiliar na redução dos níveis de metais pesados em cacauíce, especialmente em áreas com solos contaminados.
Metais pesados e sua presença no cacau
Cádmio, um metal tóxico naturalmente presente em muitos solos da América Latina e Caribe, pode ser absorvido pelos cacauíces, que são posteriormente usados para fazer chocolate. No entanto, algumas variedades de cacau absorvem menos cádmio.
Segundo a pesquisa, duas variedades de cacau demonstraram diferenças significativas na absorção de cádmio. Enquadradas por pesquisadores da Universidade Estatal de Pensilvânia e Corporação Colombiana de Pesquisa Agrícola (AGROSAVIA), essas variações genéticas afetam a maneira como o metal se move e é gerenciado pelo plantio.
A pesquisa também destacou que, embora pequenas quantidades de cádmio em chocolate não representem risco significativo à saúde pública, o excesso a longo prazo pode causar fragilidade óssea e danos nos rins e pulmões.
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