Guinea-Bissau realizou um referendo sobre uma nova constituição em 2 de setembro de 2026, testando o futuro democrático do país após um golpe militar recente.

Votação e resultados

O referendo foi realizado menos de 10 meses após o golpe militar e três meses antes das eleições presidenciais e parlamentares agendadas para 6 de dezembro. As autoridades declararam vitória para o 'sim', com 70% dos votos, enquanto o 'não' recebeu 30%. A taxa de participação foi superior a 50%.

Controvérsias e críticas

A oposição contesta a legitimidade do referendo, argumentando que ele foi organizado por instituições criadas após o golpe militar. O líder do partido PAIGC, Domingos Simões Pereira, rejeitou a reforma como ilegal.

Críticos também questionam a forma como a constituição foi redigida e alegam que ela concentra poder excessivo no presidente, diminuindo o papel do parlamento.