Hakainde Hichilema foi juramentado nesta quinta-feira para seu segundo mandato como presidente da Zâmbia, após uma eleição que gerou controvérsias.

A Zâmbia, conhecida por suas transferências pacíficas de poder, viu sua reputação recentemente abalada pela disputada reeleição de Hichilema. Seu próprio triunfo em 2021 parecia fortalecer essa tradição, mas cinco anos depois, a situação se complica.

Desafios para a reconciliação

Hichilema começa seu segundo mandato após uma eleição contestada, com seu principal adversário acusado de traição, apoiantes da oposição questionando a credibilidade do pleito e controvérsias sobre a fechamento dos tribunais durante o período crítico para alegações eleitorais.

Para um presidente que já ocupou o lado oposto do poder como líder da oposição e suspeito de traição, o teste agora é se suas palavras de reconciliação serão acompanhadas pelo espaço político que ele concede aos seus opositores.

Expectativas da população

Políticos e cidadãos zambianos esperam que Hichilema unifique o país, governando além dos que votaram nele. Raymond, um empresário autônomo, pediu que o presidente olhe além dos que votaram nele e governasse unindo todas as divisões políticas e étnicas do país.

Artistas como Mazuba Nzabuka também querem que Hichilema governasse para todos, incluindo aqueles que não votaram nele, dando maior voz aos jovens.