O hidrogênio verde, um combustível limpo gerado a partir da eletrólise da água, pode ser uma solução para o Rio Grande do Sul reduzir sua dependência externa de fertilizantes e diminuir os custos de produção e logística, contribuindo para a sustentabilidade ambiental.

Projeto no Rio Grande do Sul

O estado está desenvolvendo um projeto robusto voltado para a produção de hidrogênio verde, com empresas já criando soluções focadas no campo. O hidrogênio verde é produzido utilizando eletricidade 100% natural, proveniente de fontes como a energia eólica e solar, e não emite poluentes, ajudando a descarbonizar o ambiente, inclusive na produção rural.

Produção de amônia verde

Uma das aplicações do hidrogênio verde é a transformação em amônia verde, que serve como base para fertilizantes nitrogenados. Atualmente, o Rio Grande do Sul depende em cerca de 90% de fertilizantes nitrogenados importados. O projeto de produção de amônia verde deve ser implantado até o próximo ano na Universidade Federal de Passo Fundo, com uma capacidade de 7.000 toneladas por ano.

Rastreabilidade e certificação

  • O fertilizante verde será transportado por caminhões movidos a hidrogênio verde ou elétricos.
  • O grão produzido será rastreável e atenderá aos padrões europeus.
  • O projeto visa gerar crédito de carbono, promovendo uma produção com carbono negativo.

Desafios e oportunidades

Especialistas em energia limpa destacam que ainda há um longo caminho a percorrer, especialmente no agronegócio. O custo inicial da produção de novos combustíveis, como o hidrogênio, pode ser um desafio para os produtores, que precisam encontrar compradores para esses produtos. A política pública desempenha um papel fundamental nesse processo, ajudando a viabilizar a transição energética.