A captura da cidade histórica de Mocha pelo movimento Houthis ameaça as cadeias de suprimento globais de energia e expõe as vulnerabilidades nas defesas governamentais. A cidade foi tomada nesta semana, em meio a intensificadas hostilidades entre o movimento iraniano e o governo apoiado pela Arábia Saudita.

Consequências imediatas

Centenas de mulheres e crianças deixaram Mocha, buscando abrigo nas províncias controladas pelo governo apoiado pela Arábia Saudita, em Lahij e Aden. A violência crescente também ameaça agravar a crise humanitária já devastadora nas províncias de Taiz e al-Hodeidah, onde mais de 20 mil pessoas foram deslocadas devido a confrontos nos últimos dois meses.

De acordo com Ahmed al-Shalafi, editor de assuntos do Iêmen de Al Jazeera, áreas ao sul de Hodeidah e Mocha viram ondas de deslocamento para Dhubab e Aden.

Fatores estratégicos

O controle dos Houthis sobre Mocha se deve em parte à retirada das Forças da Resistência Nacional, lideradas por Tareq Saleh, sobrinho do ex-presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh. As Forças da Resistência Nacional têm sido uma parte crucial do bloco governamental apoiado pela Arábia Saudita.