O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que representa a prévia da inflação oficial, registrou uma taxa de 0,06% em julho de 2023. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (28) e mostra uma queda em relação aos 0,41% observados no mês anterior e aos 0,33% de julho de 2022.
Desempenho da inflação em 2023
Com essa nova taxa, o IPCA-15 acumula uma inflação de 3,51% no ano e 4,52% nos últimos 12 meses. O resultado é significativo para entender as tendências econômicas e a pressão sobre o poder de compra dos brasileiros.
Grupos de despesas e suas influências
O principal fator que contribuiu para a inflação na prévia de julho foi o grupo de despesas com habitação, que teve um aumento de 0,97%. Esse crescimento foi impulsionado por uma alta de 3,03% na energia elétrica residencial e de 0,26% nas tarifas de água e esgoto.
Em contraste, o grupo de despesas com alimentação apresentou uma deflação de 0,66%, o que ajudou a reduzir a inflação do IPCA-15 de junho para julho. A alimentação no domicílio, que se refere à compra de alimentos para preparo em casa, ficou 1,14% mais barata, com quedas significativas nos preços de produtos como tomate (-19,95%), batata-inglesa (-10,03%) e café moído (-3,13%). No entanto, os preços de refeições fora de casa aumentaram em 0,55%.
Além desses grupos, outros também foram analisados. Quatro categorias apresentaram inflação: artigos de residência (0,19%), transportes (0,11%), saúde e cuidados pessoais (0,28%) e despesas pessoais (0,08%). Por outro lado, três grupos registraram deflação: vestuário (-0,33%), educação (-0,04%) e comunicação (-0,02%).
Os dados utilizados para calcular o IPCA-15 de julho foram coletados entre 17 de junho e 15 de julho, refletindo as variações de preços nesse período.
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