A James Webb Space Telescope (JWST), desde que iniciou suas operações científicas há alguns anos, não encontrou exomônios orbitando um planeta exoplaneta. No entanto, um novo estudo, publicado em pré-impressão no arXiv, indica que a tecnologia da JWST pode detectar exomônios, embora eles precisem ser observados repetidamente em um mesmo local.

Metodologia e Resultados

O estudo, liderado pelo astrônomo David Kipping, analisou dados coletados pela JWST sobre o planeta exoplaneta LP 890-9 c, que orbita uma estrela de baixa temperatura a cerca de 105 anos-luz de distância. Com um período orbital de 8,46 dias, o planeta está muito próximo de sua estrela, mas teoricamente está na zona habitável da estrela.

Os dados coletados foram combinados de 12 transições do planeta, e quando combinados com dados de uma transição limpa, a sensibilidade para detectar um exomônio aumentou significativamente. No entanto, os autores confirmaram, com 95% de confiança, que não há exomônios maiores que 0,1 do raio da Terra orbitando LP 890-9 c.