Uma pequena casa praticamente escorada para não cair, uma propriedade comprada sem contrato e uma criação de suínos que começou com apenas oito fêmeas. Foi a partir dessa estrutura que a família Babinski construiu uma trajetória que atravessou gerações no interior de Xavantina, em Santa Catarina.
Uma propriedade comprada ‘no bigode’
A história começou muito antes da atual estrutura da granja. Filho de agricultores, Leonir cresceu trabalhando com a família. Estudou até a quarta série e ainda criança passou a dividir o tempo com as tarefas da propriedade.
‘Na aula aprendi muito pouco. O que eu aprendi talvez foi com meus irmãos. Depois eles estudaram mais e eu parei na quarta série. Meu pai disse que eu tinha que carpir para ganhar o pão de cada dia’, relembra.
A família cultivava milho e já mantinha alguns suínos. A vida de Leonir, porém, mudou depois que o pai negociou a compra da propriedade onde ele vive atualmente e morreu poucos dias depois.
Sem saber exatamente como seguir com o compromisso assumido pelo pai, Leonir recebeu uma proposta do antigo proprietário. O acordo original previa o pagamento de 3,5 mil sacas de milho em três anos. O prazo foi ampliado para cinco anos, mas o valor passou para 4,5 mil sacas.
Não havia banco, financiamento ou sequer um contrato formal. ‘Ele disse: ‘Vai valer é o bigode’. O dele, porque eu nem barba direito tinha’, conta Leonir.
O milho produzido era entregue a um vizinho, que fazia o pagamento ao proprietário da terra. Os recibos eram escritos à mão. Depois do casamento com Salete, o casal se mudou para a propriedade em 1985.
A propriedade, então, passou para a geração seguinte, com Deyvis assumindo os negócios da família e investindo na criação de leitões em fase de creche. Hoje, a granja trabalha com cerca de 6 mil suínos e a família já fala em uma nova expansão.
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