A transformação digital das compras governamentais ganhou força com a implementação de marketplaces públicos, que visam tornar processos mais ágeis e competitivos. Essas plataformas, inspiradas nos modelos de sucesso das empresas privadas, têm sido adotadas em diversos países, incluindo o Brasil.

Segundo relatório da OCDE, 70% dos países que responderam à pesquisa de 2024 relataram usar essas tecnologias para melhorar a transparência e a rastreabilidade das práticas de contratação. No Brasil, a Lei nº 15.266, de 2025, alterou a Lei de Licitações para incluir o ‘comércio eletrônico’ como uma nova hipótese de credenciamento, voltada para a aquisição de bens e serviços comuns por meio do Sicx (Sistema de Compras Expressas).

Desafios legais e de transparência

Embora trazam benefícios como simplicidade e velocidade, essas plataformas também apresentam desafios legais. Como conciliar a simplicidade digital com as exigências de transparência e isonomia? O tema ganhou relevância no Brasil com a edição da lei mencionada, que visa garantir a integridade dos processos de compra governamental.