O Departamento de Justiça do presidente Donald Trump demonstrou disposição para intervir diretamente nas eleições de meio de mandato de terça-feira (03), rompendo com décadas de prática destinada a evitar a impressão de que seus poderes de aplicação da lei estejam sendo utilizados para beneficiar um partido político ou candidato.

No Caso da Califórnia, o Departamento de Justiça tentou anular os votos por correspondência de cerca de 20 mil eleitores que, segundo alega, provavelmente não são cidadãos norte-americanos e, portanto, não têm direito ao voto. O estado argumentou que já implementou medidas para impedir a votação por não cidadãos e que o Departamento de Justiça não tem autoridade para bloquear votos.

No Alasca, o departamento intensificou uma investigação criminal para apurar se um candidato ao Senado entrou na disputa para confundir os eleitores. O departamento também tentou impedir a certificação caso o candidato perdesse por uma margem estreita, mas um juiz federal indeferiu essa ação no domingo.