MADRE DE DIOS, Peru — A mãe de Bayolet, uma menina de 16 anos da comunidade indígena Shintuya, localizada às margens do rio Madre de Dios, no Amazonas peruano, relata que sua filha já tinha tido duas crises de desmaio na escola quando tinha cinco anos. Após exames, descobriu-se que ela havia sido exposta ao mercúrio.
Ao longo de uma década, uma equipe de pesquisadores chegou à região para coletar amostras de sangue e cabelo. Posteriormente, eles alertaram sobre a possibilidade de peixes consumidos pela comunidade estarem contaminados. 'Não pode ser', afirmou outra mãe, María Santos, negando a possibilidade de mineração ilegal na área.
No entanto, a origem do mercúrio estava a jusante: mineração ilegal de ouro estava poluindo os rios que passam pelo Madre de Dios. Os peixes, após entrar em contato com o metal pesado, viajavam até as famílias locais. Dezesseis anos depois, o problema persiste.
Bayolet, agora no quarto ano do ensino médio, ainda enfrenta dificuldades de concentração durante as aulas. Ela deseja concluir seus estudos para estudar enfermagem. Desde seu diagnóstico de exposição ao mercúrio, ela recebeu apenas tratamento para anemia.
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