Nova terapia injetável promove recuperação cerebral após derrame
Milhões de pessoas sofrem de derrames isquêmicos a cada ano. Esses eventos ocorrem quando uma tromba bloqueia o fluxo sanguíneo em parte do cérebro.
Embora tratamentos emergenciais como medicamentos dissolventes de coágulos e procedimentos que removem fisicamente a tromba possam restaurar a circulação e salvar tecido cerebral viável, não podem substituir o tecido perdido após o derrame.
A pesquisa liderada pela Duke University apresenta um novo biomaterial injetável que pode auxiliar na recuperação cerebral após um derrame isquêmico. Os resultados foram publicados na revista Cell Biomaterials.
O desafio de reparar o tecido cerebral após um derrame
Os pesquisadores buscam criar um ambiente interno no cavidade resultante do derrame que possa suportar vários tipos de reparação ao mesmo tempo.
Utilizando MAPS, ou estruturas de partículas microporosas aneladas, eles criaram um ambiente poroso que oferece um framework para células que podem entrar e usar enquanto reconstruem o tecido neural.
Para aprimorar o processo de reparação, os cientistas focaram nas astrocitóides, células estreladas que desempenham papéis importantes na função cerebral e respondem rapidamente a lesões cerebrais.
Concentrando sinais de reparo
A equipe coletou vesículas extracelulares (EVs) das astrocitóides cultivadas em laboratório e testou-as com diferentes moléculas de sinalização projetadas para atrair células imunes, estimular a formação de novas artérias e melhorar a função.
Em vez de simplesmente injetar as EVs no área danificada, os cientistas as ligaram quimicamente às superfícies das partículas de hidrogel. Isso permitiu que os sinais de reparo permanecessem concentrados.
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