O presidente colombiano Abelardo de la Espriella prometeu uma postura firme contra o crime durante sua campanha eleitoral, mas imagens compartilhadas recentemente geraram debate e fortes críticas.

Nas imagens, de la Espriella aparece caminhando entre corpos supostamente de guerrilheiros mortos em operações militares. Essas imagens causaram controvérsia em uma nação ainda traumatizada por décadas de conflito armado.

Controvérsia e críticas

Em uma decisão judicial, um juiz em Bogotá ordenou que o presidente ocultasse temporariamente essas publicações. A defensora do povo, Iris Marín, condenou as imagens, afirmando que o Estado e o governo não devem competir para serem os mais cruéis.

As imagens foram divulgadas após operações militares em diferentes regiões do país, incluindo Guaviare e La Guajira.

Contexto e análise

De la Espriella busca enfatizar uma narrativa ofensiva e transmitir uma mensagem de força e intimidação, distanciando-se da estratégia de seu antecessor, Gustavo Petro, que optou por negociações com grupos armados.

A estratégia do novo presidente reflete a preocupação do eleitorado com segurança e ordem pública, conforme indicam pesquisas de opinião.