Mais de 830 mil celulares foram roubados ou furtados no Brasil em um ano, uma média de um aparelho levado a cada 38 segundos. Na maior cidade do país, apenas 6% dos telefones são recuperados.
Rua Guaianases: ponto de recepção dos celulares roubados
A Rua Guaianases, na região central de São Paulo, funcionava como um dos principais pontos de recepção dos aparelhos roubados. Após os crimes, os celulares passavam a ser concentrados nesse local, onde começavam as tentativas de acesso a aplicativos bancários e outras informações armazenadas nos aparelhos.
Adulação e revenda
Os aparelhos eram encaminhados para núcleos especializados que utilizavam ferramentas técnicas para alterar o IMEI, número único que identifica cada celular. A adulteração permitia que celulares roubados passassem a aparentar situação regular, dificultando a detecção da fraude. Após a adulteração ou desmontagem para venda de peças, os aparelhos entravam na fase final: a comercialização, com o objetivo de fazer com que o produto retornasse ao mercado aparentando origem legal.
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