Operações de imigração nos EUA afetam produção de carne. As operações de repressão à imigração nos Estados Unidos começaram a impactar o funcionamento de frigoríficos no Kansas, um dos principais polos de produção de carne bovina norte-americana.
Com trabalhadores faltando por medo de abordagens do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), as fábricas reduziram o ritmo de abate e milhares de bois tiveram o envio para processamento atrasado.
O problema ocorre em um momento delicado para a cadeia de carne americana, com o país tendo o menor rebanho bovino em cerca de 75 anos e a carne em preços recordes. Isso pode dificultar ainda mais a chegada de carne aos supermercados em um momento em que o governo de Donald Trump tenta reduzir os preços.
A produção de carne bovina depende de uma cadeia relativamente simples, que inclui criação de gado, confinamento e processamento em frigoríficos. Nos últimos anos, os produtores americanos reduziram o número de animais devido à seca, o que reduziu a oferta de carne.
Para tentar colocar mais carne no mercado e reduzir os preços, o governo permitiu a importação temporária de carne moída sem tarifa adicional. No entanto, essa medida enfrenta resistência dos pecuaristas americanos, que temem que a carne importada reduza os preços recebidos pelos produtores locais.
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