Pequenas versões de cérebro humano foram implantadas em roedores que faltava metade do seu cérebro, resultando em melhora significativa na cognição desses animais. Os pesquisadores descobriram que essas 'organoidas' integraram-se efetivamente ao cérebro dos roedores e restituíram grande parte de suas funções cognitivas.
Experimento com roedores
Sergiu Pașca, do Instituto de Medicina da Universidade de Stanford, e sua equipe geneticamente modificaram roedores para faltar mais de 90% de sua corteza cerebral, ou cerca de metade do cérebro. Esses roedores apresentavam deficiências em memória e movimento, mas adaptavam-se para compensar a falta de corteza cerebral.
O time implantou quatro organoidas humanas em cerca de metade dos roedores modificados, enquanto os outros permaneceram sem transplante. Após alguns meses, os roedores sem transplante apresentaram pior desempenho em testes de memória, enquanto os roedores com organoidas tiveram desempenho próximo ao dos roedores normais.
Implicações para a pesquisa
Os resultados sugerem que organoidas humanas podem ser usadas para estudar e potencialmente tratar condições relacionadas à corteza cerebral. O método promete avanços significativos na pesquisa sobre transtornos cerebrais e possíveis novas formas de testar medicamentos sem necessidade de testes em animais.
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