A Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado Federal, avaliou nesta quinta-feira (29) que as medidas anunciadas pelo governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a campanha presidencial agravaram a situação considerada já delicada das contas públicas.
Segundo o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de outubro, o órgão projeta que será necessário um ajuste fiscal maior do que o necessário anteriormente para evitar uma piora da situação econômica do país. Os diretores Marcus Pestana e Alexandre Andrade destacaram a necessidade de um ajuste fiscal consistente para permitir a retomada dos investimentos estratégicos e o crescimento econômico.
Impacto financeiro
O levantamento da IFI aponta que apenas o reajuste do Bolsa Família, a perda da arrecadação das Bets e o pacote dos MEIs representam R$ 40 bilhões de desequilíbrio adicional no orçamento de 2027. Além disso, a campanha do presidente Lula propôs a extensão do programa Pé de Meia para o ensino superior e a isenção de tarifa de transporte coletivo nos fins de semana.
Necessidade de ajuste fiscal
A IFI estima que seja necessário um ajuste fiscal equivalente a 3 pontos do Produto Interno Bruto (PIB) para estabilizar a relação dívida pública/PIB. O órgão projeta um déficit nas contas do governo de 0,5% do PIB neste ano e estima que com os novos compromissos assumidos, 'é possível imaginar' um déficit primário efetivo potencial de 1% do PIB em 2027.
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