PUERTO CAIMITO, Panamá — Em um dia de abril, o barco industrial Tabor, da Promarina S.A., navega ao redor da Ilha Chepillo na Baía de Panamá. Sob a supervisão do biólogo marinho Yehudi Rodríguez, especialista em tubarões, e do marinheiro Joel Cordoba, um grande raia de diabo é solta de uma rede de cerco e devolvida ao mar. Rodríguez, professor de biologia na Universidade do Panamá e diretor da ONG Shark Defenders, realiza essa tarefa a cada duas semanas, analisando a captura acidental de espécies marinhas não alvo.
"É emocionante ver pela primeira vez uma grande Mobula e libertá-la no oceano", diz Rodríguez, de 49 anos, após soltar a raia, que pesava cerca de 100 quilos. Poucas horas depois, o jovem marinheiro Hermes, conhecido como Mbappé, auxilia Rodríguez na libertação de outra raia, cuidando para evitar ser picado pelo espinho venenoso.
Antes de devolver um animal ao mar, Rodríguez segue um protocolo breve: registra as coordenadas da localização da captura, identifica a espécie e registra as informações.
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