Um novo estudo, publicado na revista Scientific Reports, revela que pântanos podem estar mais próximos de seus limites naturais de armazenamento de carbono do que se pensava. Os pesquisadores da Universidade de Nottingham utilizaram modelos de simulação para mostrar que a instabilidade física dessas áreas pode limitar seu potencial de armazenamento de carbono.

Os pântanos são áreas úmidas ricas em carbono que ocupam cerca de 3% da superfície global e 12% da área do Reino Unido. Formados ao longo de milhares de anos, essas áreas retêm carbono através de camadas de musgo, raízes e estômas em solo úmido.

O estudo mostrou que a instabilidade causada pelo peso das camadas de pântano pode ser particularmente significativa em áreas inclinadas, limitando seu potencial de armazenamento de carbono. A pesquisa indicou que essas áreas podem apenas expandir-se até 1,48 vezes seu volume atual, em vez dos 1,71 supostos por projeções existentes.

‘Nosso comparativo com dados de profundidade de pântano no Reino Unido indica que muitos de nossos pântanos já estão próximos ou além dos limites de estabilidade mecânica previstos,’ explicou o professor David Large, líder do estudo. ‘Isso é relevante para a restauração e esquemas de créditos de carbono, como o Código de Pântanos do Reino Unido da IUCN.’