Corais têm uma relação próxima com os peixes que vivem entre eles e as algas que habitam suas superfícies. Um novo estudo, publicado em julho, sugere que essa interação pode ser mais benéfica do que se pensava, especialmente em condições estressantes.

A pesquisa, liderada por Hayden Vega, um estudante de doutorado da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, descobriu que o peixe-dasciálio de cauda amarela (Dascyllus flavicaudus) ajuda a curar feridas em corais do gênero Pocillopora, predominantemente encontrados no Oceano Índico e Pacífico.

Segundo Vega, 'surpreendentemente, encontramos que maiores feridas resultam em maior recuperação'. Anteriormente, pesquisas indicavam que peixes de corais ajudam na limpeza de feridas e na tolerância de corais ao aquecimento das águas. No entanto, esta nova evidência de cura através da reparação tecidual sugere que essas interações podem ser mais benéficas do que se imaginava, especialmente em condições estressantes.

Vega acredita que essa relação de apoio possa se estender além do peixe-dasciálio de cauda amarela e corais. Ele espera que os achados estimulem pesquisadores a explorarem benefícios mútuos entre outras espécies marinhas, especialmente em águas aquecidas, com resultados aplicados a planos de gestão ambiental.