Um usuário do TikTok teve a câmera e as fotos do celular acessadas remotamente em um teste de segurança feito por pesquisadores nos Estados Unidos com ajuda de inteligência artificial.

Os pesquisadores, da empresa de segurança cibernética DepthFirst, usaram o modelo de inteligência artificial GLM, desenvolvido pela empresa chinesa Z.ai, para analisar códigos e identificar falhas.

O TikTok foi informado sobre a falha e corrigiu o problema.

Como o ataque foi possível

A inteligência artificial foi usada para procurar falhas em componentes de código aberto usados pelo TikTok. Durante a análise, a IA encontrou algumas vulnerabilidades, mas essas não eram suficientes para invadir o celular.

Os pesquisadores precisaram juntar diferentes brechas, como se fossem peças de um quebra-cabeça, até conseguir criar uma sequência que permitisse avançar pelo sistema e chegar a funções protegidas do aparelho.

Com a combinação dessas falhas, os pesquisadores conseguiram mostrar que era possível acessar remotamente recursos do aparelho, incluindo a câmera e o rolo de fotos.

O teste foi feito para comprovar que as falhas poderiam ser exploradas. Após identificar o problema, os pesquisadores informaram o TikTok, que corrigiu as vulnerabilidades.