O Príncipe Harry deixou o conselho de direção da ONG African Parks, que administra áreas protegidas na África, após uma investigação revelar abusos de direitos humanos cometidos por rangers no território da República do Congo.
Abusos denunciados por comunidades indígenas
Em relatório publicado em 2024 pela revista Mail on Sunday, membros da comunidade Baka acusaram os rangers da ONG de agressões físicas, tortura e violência sexual para impedir que eles acessassem florestas ancestrais, agora incluídas em áreas de conservação.
Reação da ONG e apoio do príncipe
A African Parks reconheceu os abusos no parque nacional Odzala-Kokoua e afirmou ter fortalecido seus processos de proteção, tanto no local quanto institucionalmente. Um porta-voz do príncipe disse que ele permanece um apoiador ativo da missão da ONG, destacando sua participação de 10 anos, iniciada em 2016 com uma operação de translocação de elefantes em Malawi.
O grupo Survival International, que defende os direitos indígenas, criticou a permanência do príncipe no conselho, dizendo que a sua atuação não cancela o histórico de abusos. A ONG afirma que o príncipe tem mantido compromisso com a conservação africana e que sua saída não altera o registro de violações ocorridas.
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