A produção vinícola francesa está próxima de atingir seu nível mais baixo em 70 anos, devido a sérias secas e calor extremo. Florent Latour, CEO da Maison Louis Latour, uma das maiores propriedades de vinhedos Grand Cru em Borgonha, passou o verão pedindo chuva.

‘‘Sentimos que estávamos tão próximos,’’ disse Latour à CNBC. ‘‘Uma pequena quantidade de chuva teria produzido uma colheita fantástica, mas tivemos que nos contentar com a qualidade e cerca de metade da colheita.’’

Essa situação é compartilhada por outros produtores de vinho em todo o país, conforme o ministério da Agricultura francês advertiu que a produção pode atingir um nível mínimo de 70 anos em 2026, marcando o terceiro ano consecutivo de redução.

Impactos climáticos e mudanças nas regras

A indústria vinícola francesa enfrenta desafios significativos devido ao aquecimento global, com regiões tradicionalmente mais frescas, como a Loire Valley e Champagne, sofrendo mais do que as regiões mais quentes, como Bordeaux e Languedoc-Roussillon.

O movimento para se afastar das regras rígidas de denominação de origem (AOC) também ganhou força, com a propriedade Chateau Lafleur decidindo abandonar essas regras para adaptar-se melhor às mudanças climáticas.

Outros desafios incluem colheitas mais cedo devido ao calor, o que causa problemas logísticos significativos para os produtores de vinho.

Economia e futuro incerto

A economia da indústria vinícola francesa e sua influência na economia geral podem ser significativamente afetadas por essas mudanças. A França pode perder sua posição como líder mundial em produção de vinho, sendo agora superada pela Itália e possivelmente pela Espanha.