Ray Boe, de 31 anos, é um dos muitos refugiados de Myanmar que agora podem trabalhar legalmente na Tailândia. Ele veio de um dos nove campos próximos à fronteira entre Myanmar e Tailândia, onde vivem mais de 100 mil pessoas desde os anos 1980.

Antes, o governo tailandês proibia os refugiados de deixar os campos para trabalhar, forçando-os a viver de assistência internacional. No entanto, após cortes de ajuda externa, principalmente dos Estados Unidos, o governo permitiu que os refugiados trabalhassem em 43 das 76 províncias do país.

Impacto econômico

Ray Boe agora ganha cerca de 400 baht (aproximadamente US$ 12) por dia trabalhando em construção civil em Bangcoc. Ele espera poder enviar dinheiro para casa em breve, ajudando assim a família a se sustentar.

O programa foi bem recebido por organizações de direitos humanos e de refugiados, mas ainda enfrenta desafios, como a falta de preparação adequada para o mercado de trabalho.

Desafios e oportunidades

Embora o programa tenha trazido esperança, muitos refugiados ainda enfrentam dificuldades em encontrar emprego e adaptar-se ao novo ambiente. O governo está trabalhando para melhorar a formação vocacional dentro dos campos para facilitar a integração no mercado de trabalho.