Helsinque, capital da Finlândia

A Finlândia, eleita o país mais feliz do mundo por nove anos consecutivos, enfrenta uma grave crise econômica que está gerando preocupação entre os cidadãos. Com um orçamento de austeridade mais rigoroso do que o habitual e eleições marcadas para abril de 2027, a discussão agora se volta para quais serviços públicos, benefícios sociais e aposentadorias serão afetados.

De acordo com dados do instituto nacional de estatísticas, a dívida pública da Finlândia chegou a 90,3% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, um aumento significativo desde a pandemia de 2019, quando o percentual era de aproximadamente 65%.

O aumento da dívida é resultado de gastos adicionais com defesa após a entrada da Finlândia na Otan em 2023, além de custos mais altos durante a transição para novos fornecedores de energia. Além disso, o governo finlandês gasta mais do que arrecada desde a crise financeira global de 2008 e 2009, em parte devido ao envelhecimento da população e ao crescimento econômico lento.

A União Europeia (UE) intensificou a pressão sobre a Finlândia para reduzir o déficit fiscal, com o Conselho da UE abrindo um procedimento por déficit excessivo contra o país e dando prazo até o final de 2028 para corrigir a situação.