A Agência de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA) anunciou a necessidade de novas regulamentações para a inteligência artificial (IA) utilizada no Serviço Nacional de Saúde (NHS) e outros ambientes de saúde.

Recomendações para a regulamentação

O relatório, elaborado por uma comissão independente e com a participação de mais de 12 mil pessoas, inclui recomendações como o monitoramento contínuo dos produtos de IA, a possibilidade de remoção deles da aprovação regulatória caso falhem ou percam eficácia ao longo do tempo, e a responsabilização dos desenvolvedores em caso de não conformidade.

Segundo Lawrence Tallon, chefe da MHRA, a IA está prestes a se tornar uma parte rotineira do atendimento médico, mas isso deve ocorrer de forma a manter a confiança dos pacientes.

Desafios e oportunidades

A regulamentação da IA é um desafio global, conforme reconhece Tallon. Atualmente, as regras existentes podem funcionar bem para produtos de IA simples, como aqueles usados para identificar sintomas conhecidos em imagens médicas, mas não se aplicam a modelos mais complexos.

A IA já é usada em consultórios médicos britânicos para anotar consultas e gerar relatórios, mas há preocupações sobre a privacidade dos pacientes e a confiabilidade dos registros.