Os pingüins de Adélie são uma espécie icônica que vive ao redor da Antártida, servindo como indicadores do estado ambiental da região. Um novo estudo publicado na revista Current Biology mostra como o aquecimento está alterando suas dietas.

Com base em 30 anos de imagens de satélite, os cientistas analisaram as mudanças sutis no tom das fezes dos pinguins de Adélie. As fezes vermelhas indicavam uma dieta rica em krill, enquanto as mais claras sugeriam uma maior ingestão de peixe.

No período de 1984 a 2013, os pesquisadores observaram que quando a geleada marinha era abundante, os pinguins consumiam mais peixe, enquanto em períodos de escassez de geleada, eles se alimentavam mais de krill. Com o aquecimento, a geleada marinha tem diminuído, alcançando seu nível mais baixo em 2023, prejudicando as chances de sobrevivência dos filhotes de pingüins.

Michael Polito, coautor do estudo e oceanógrafo da Universidade da Califórnia, Santa Cruz, explica que 'os pingüins de Adélie atuam como um sinal precioso, mostrando como o aquecimento está afetando a cadeia alimentar antártica e prejudicando muitas populações de pinguins.'