Nesta semana, os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registraram os melhores níveis em três anos, impulsionados pela demanda chinesa e pela alta do petróleo.
Compra chinesa e compromissos comerciais
A China comprou cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos, ampliando as aquisições antes da visita do presidente chinês Xi Jinping a Washington, prevista para o fim deste mês. Com as novas compras, o volume de soja norte-americana adquirida pela China se aproxima da metade das 25 milhões de toneladas que a Casa Branca afirmou que Pequim havia se comprometido a comprar anualmente até 2028.
No Brasil, o mercado físico apresentou ofertas firmes, acompanhando as altas em Chicago. Analistas destacam a retração dos produtores e a estrutura de preços elevada devido à pouca oferta disponível.
Impacto no mercado interno
No interior do país, a movimentação ficou mais concentrada nos portos, enquanto a originação no mercado interno permaneceu reduzida. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 153,50 para R$ 155,00. Em Cascavel (PR), as cotações subiram de R$ 150,00 para R$ 151,50. Já em Rondonópolis (MT), os preços passaram de R$ 144,00 para R$ 147,00.
Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 161,00 para R$ 162,50. Em Rio Grande (RS), as referências subiram de R$ 161,50 para R$ 163,00.
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