Nesta terça-feira (15), o Supremo Tribunal Federal (STF) realizou uma sessão histórica, discutindo pela primeira vez a possibilidade de investigar um de seus próprios membros. O julgamento, marcado por embates entre os ministros, terminou sem uma decisão definitiva.
Desfecho sem conclusão
Após pedido de vista do ministro Flávio Dino, o STF interrompeu a sessão sem definir como julgará os casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça. Até o momento, o placar é de 4 a 3 pela análise separada das condutas dos dois ministros.
O ministro Edson Fachin defendeu a análise separada, enquanto Gilmar Mendes propôs a análise conjunta. Fachin se posicionou contra a proposta de redistribuição da relatoria.
Votação e impasses
A votação sobre a análise conjunta ou separada dos casos foi levada ao plenário após os ministros abrirem divergência sobre a relatoria do presidente Edson Fachin. Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem, sugerindo a análise conjunta.
Em seu discurso inicial, o presidente Edson Fachin enfatizou a importância de evitar ataques pessoais e focar nas questões jurídicas. Ele reiterou que as decisões cabem ao plenário e não a seus integrantes individualmente.
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