Árvores tropicais desenvolveram uma estratégia inteligente para sobreviverem em períodos de estiagem, respirando à noite e absorvendo dióxido de carbono durante essa fase.

Segundo um estudo publicado recentemente na revista Nature Communications, essas árvores fecham suas poros durante o dia, reduzindo a perda de água por evaporação, e abrem-os à noite para absorver CO2.

Uma forma única de fotossíntese

A técnica conhecida como fotossíntese CAM (Crassulacean Acid Metabolism) permite que as árvores armazenem CO2 como malato durante a noite e o libere durante o dia para a produção de energia.

Os pesquisadores liderados pelo biólogo Wolfram Weckwerth, da Universidade de Viena, compararam três espécies de árvores Clusia e descobriram que a evolução dessa forma de fotossíntese não ocorreu de forma linear, mas por meio de duplicações genômicas antigas seguidas por reorganizações genéticas extensivas.

Diversidade genética e adaptação

O estudo revela que todas as espécies analisadas são polipoides antigos, ou seja, tiveram seus genomas duplicados em algum momento da evolução. Essas duplicações genômicas foram posteriormente reorganizadas, permitindo a evolução de diferentes formas de fotossíntese CAM.