A contabilidade do produtor brasileiro está mudando. Em 2026, expandir área não é mais a única saída para o lucro. Diante de altos custos de insumos, juros elevados e compradores cada vez mais exigentes, a margem de lucro passou a depender da eficiência por hectare, da análise de dados e da transformação de riscos climáticos em administráveis.
Tecnologias verdes e eficiência
O uso de sensoriamento de solo, imagens de satélite e drones já reduz em até 80% o volume de defensivos aplicados em áreas localizadas, conforme plataformas apresentadas em eventos recentes.
Outra tendência é o uso de bioinsumos, que reduzem a dependência de fertilizantes importados e permitem aumentar a produtividade em áreas já consolidadas, sem abrir novas fronteiras.
Gestão de riscos climáticos
O clima continua sendo o principal gestor de riscos para a agricultura brasileira. A partir do primeiro trimestre de 2026, o seguro rural se tornou obrigatório para quem busca crédito agrícola, medida que atinge um mercado de R$ 516 bilhões. Isso transfere parte do risco climático do Proagro, historicamente público, para o setor privado do seguro.
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